domingo, 27 de junho de 2010

A Frida Kahlo que há em nós

Eu descobri as obras de Frida Kahlo há aproximadamente 5 anos. Estava percorrendo a net em busca de imagens interessantes e me deparei com as obras dela. Fiquei tão curiosa sobre essa mulher que comecei a devorar informações a seu respeito. Assim, cheguei ao filme, feito em 2002 e que tem Salma Hayeck no papel principal.

Frida foi uma mulher especial. Sua história deixaria Freud deliciado, já que ela soube como ninguém elaborar seus sentimentos de forma criativa, produtiva e totalmente catártica.

Tudo nela era exagero: amava demais... odiava demais... parecia não haver limites pra ela, mesmo quando a vida os impunha.

Quantas vezes nos dobramos diante de dificuldades, dores, doenças, reclamamos da sorte e nos entregamos, desanimamos, deprimimos. Mas isso não era pra Frida. Ela fez de cada dificuldade um momento de superação. Ela deve ter sofrido, muito, sim! As dores que sentia, as limitações e a incapacidade de encontrar uma cura para o seu problema, sem contar a dor de um amor bandido, já que seu marido, Diogo Rivera, nunca a poupou de saber de seus constantes casos com outras mulheres.
Ou a dor da perda de um filho e da incapacidade de voltar a engravidar. Tudo isso poderia tê-la posto a nocaute. Mas ela nunca desistiu.

Ao contrário disso, a cada perda, a cada dor ela criava - e como criou bem!

Suas obras de arte são genuínas manifestações de seu inconsciente sofrido, dolorido. Suas pinturas conseguem transmitir com riqueza de detalhes toda sua angustia, suas tristezas, as tantas perdas que sofreu.

Se ela tinha um lado de perdida, descontrolada, maluca, igualmente tinha uma indiscutível genialidade. E aliás, não é sempre essa a medida que faz os grandes nomes da humanidade?

Essa é uma mulher admirável, por tudo que viveu e por tudo que fez. Merece ser lembrada por todas as mulheres naqueles momentos em que a vida parece pesada demais, dura demais, injusta demais.

Nada nunca é demais se soubermos driblar cada dificuldade, usando o que vier de ruim em nosso favor.







sexta-feira, 3 de outubro de 2008

::O dia em que amaldiçoei meu cérebro::

-por Pati Grottone-

Observe porque ter cérebro atrapalha.
Agora digo que não há necessidade de tê-lo. Não pense, não questione, não conclua. Não. O cérebro está caindo em desuso, se tornando obsoleto.
Não aposte para crer, apenas confie: há quem faça tupo por você.Então não pense, não se esforce. Deixe que o acaso cuide de seus pertences. Deixe que a surpresa seja o presente para suas atitudes.
Não planeje, não se estruture. Eu já disse, há quem faça tudo por você. Os obituários de meus castelinhos de areia que o digam.
Meu pai me ensinou a ter modos; minha mãe a ser delicada. E não mais eles do que eu me ensinaram a pensar. "Raciocine, vai servir pro teu futuro." Me sinto amaldiçoada hoje.
E é esse hoje que me importa. Se penso nisso, - não pense, deixe que eu conclua o pensamento pra você. Percebe como tem sempre alguém que faz tudo por você? - logo concluo: NÃO PENSO, quem pensa sofre. E sofrer num hoje que só dura 24 horas?? Nem isso, 2/3 disso, já que o restante eu passo dormindo.
Opa: "...o mundo inteiro acordar, e a gente dormir, pra o dia nascer feliz...". É Cazuza. Já pensou na lucidez desse pequeno verso? Ah, não. Não pense. Durma. Deixe que pensem por você.
Quem sabe o dia não nasce feliz.